“Diário de Classe”, o exemplo!

Cada um fazendo a sua parte. Acho que é uma das melhores definições sobre a atitude sustentável. E essa menina resolveu não só colocar em prática, mas como divulgar para o mundo todo, justamente com o intuito de gerar mudança.

Isadora Faber criou uma página no Facebook, o Diário de Classe, contando e compartilhando vídeos e imagens que refletem o dia dia de uma escola pública em Santa Catarina, mais precisamente a escola em que ela estuda, visando melhores condições de estudo para ela e seus colegas. Lá estão registrados problemas como a falta de infraestrutura e manutenção do prédio da escola, falta de professores e até a baixa qualidade e aproveitamento das aulas.

E ela tem apenas 13 anos, impressionante, não? Sim, com apenas 13 anos ela teve a motivação e organização pra fazer acontecer, mesmo sofrendo represálias de funcionários e até colegas da escola, não desistiu e continua cobrando por melhores condições não só para a escola dela, mas para todos os alunos que dependem de escolas públicas no Brasil. Em ano de eleição não acredito que poderia ter acontecido em melhor época, vale a reflexão.

Se nós pudermos aplicar um pouco dessa determinação e atitude em prol de um mundo melhor, cada um em sua área de atuação, seria impressionante o resultado que poderia repercutir não só em nossas vidas, mas na vida de todos.

Sim, é possível. Sim, podemos fazer a diferença. Siga o exemplo!

Isadora Faber, de 13 anos, e sua criação o “Diário de Classe” Foto: Reprodução

Enquanto isso no supermercado…

Moro em uma cidade insustentável, mais conhecida como São Paulo, entre a poluição, o trânsito , tem um fator que me incomoda bastante, não só por grande parte do meu esforço ser em vão, mas também pelo trabalho de todos os outros cidadãos que querem uma vida mais sustentável. Hoje apenas 1% do lixo de São Paulo é reciclado, segundo dados da Prefeitura de São Paulo, apenas 214 toneladas das 18,3 mil toneladas de resíduos sólidos coletados diariamente nas ruas da capital paulista são recicladas, o que representa 1,18% do total. O número realmente não está bonito e o pior é que se não mudarmos alguma coisa, isto não vai mudar, Grande parte deste trabalho é feito pelas cooperativas que sobrevivem da reciclagem, o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), indica que essas cooperativas reciclam quatro vezes mais do que é contabilizado, considerando ainda menos de 10% dos catadores do município atuam nos centros de triagem da prefeitura. Como ajudar?

Existe um fator comercial no lixo e infelizmente o que não tem valor de mercado, na maioria das vezes, vai para o lixo comum, mesmo você separando o seu lixo! 😦

Então o desafio agora será a compra no supermercado, sim desde o momento em que você se dá conta de que precisa de algo já tem o poder de colaborar para um mundo melhor. O que acontece é que quanto menores se tornam as embalagens mais se gasta -seja água, plástico e por aí vai – maior é a tendência a se consumir mais e menor a chances de reciclagem. Por exemplo, se compro uma embalagem de iogurte de 180g para o meu café da manhã, em uma semana vou precisar de 7 embalagens, o que não seria necessário se eu comprasse duas embalagens de 900g (o que, by the way, duraria mais de uma semana), ou seja eu economizaria mais de 7 embalagens menores, fora a relação financeira.

Não parece uma conta difícil de se fazer, mas muitas vezes quando estamos no supermercado temos tantas variáveis influenciando nossas compras que compramos no “automático” ou então acabamos por levando em consideração a comodidade. Vou ser sincera que a primeira compra que fiz não foi das mais fáceis, bem ou mal, todas as embalagens que costumava comprar não pareciam ser lá das mais “conscientes”. Mas queria dividir com vocês o meu o resultado final, ainda tenho que melhorar nas minhas escolhas, como comprar embalagens reutilizáveis ou então buscar outras funções para estas embalagens depois de utilizadas!

Resultado final da compra do supermercado

Resultado da minha tentativa de melhorar as minhas decisões na hora da compra no supermercado.

ps: e mesmo com a liberação das sacolinhas plásticas, ainda continuo firme e forte com as minhas ecobags! 😉

Ainda chego lá!

Uma das coisas que eu mais quero é abandonar o carro, meu sonho era morar em uma cidade que o carro vira utensílio de fim de semana ou apenas para viagens! Mas apesar de querer muito, morro de medo de sair andando de bicicleta por aí, ainda mais morando em São Paulo. A verdade é que demorei – muito – para aprender a andar de bicicleta e ainda fico apavorada de passar pelos carros (imagina só eu pedalando pela Marginal Pinheiros).

Por isso adorei quando vi esse livro Como Viver em São Paulo Sem Carro, ele conta 12 histórias de paulistanos (alguns só de endereço) que optaram por não dirigir em São Paulo. Seja de metro, bicicleta ou até caminhando ele decidiram tirar seus carros das ruas de São Paulo! 🙂

Viver em São Paulo Sem Carro

O livro “Como Viver em São Paulo Sem Carro”, um projeto idealizado por Alexandre Lafer Frankel

A leitura é super rápida e com algumas dicas de passeios, gastronomia e lazer pela cidade, além de sugestões de rotas e caminhos para uma vida “car free”! Mas lembro que estou só em treinamento na bicicleta- família me mataria se simplesmente saísse por aí de pedalando – mas espero em breve virar uma expert e adotar a bicicleta como meu meio de locomoção (e está perto)!

Para você que já domina os pedais ou para quem está pretendendo dominar (tipo eu), fica um vídeo para inspiração! Quem sabe não convenço mais alguém… 😉

O drama do óleo de cozinha

Estamos em época de fondue. O que raios isso pode ter a ver? Bom, simples. Meu fondue favorito é o de carne (coisa de gordinha, eu sei) e sempre me deparei com um dilema muito grande (além de ter que lavar a panela) que era o que fazer com o óleo usado? E assim, quem já fez fondue de carne em casa sabe do que eu estou falando, litros de óleo usado! Vou admitir, e juro que não é fácil, eu já joguei pela pia. Foi a muitos anos atrás, mas lembro disso até hoje, eu simplesmente não sabia o que fazer com tanto óleo!

Foi depois dessa minha atitude inconsequente, que descobri o que pode acontecer com o óleo jogado na rede de esgoto, e não, não é nada legal.

Primeiro de tudo que ele pode entupir o encanamento, porque pode ficar retido lá, segundo que se não receber o devido tratamento pode acabar na superfície de rios e represas prejudicando a fauna aquática (peixinhos indefesos) ou então no solo contribuindo com enchentes e por fim entrando em decomposição liberando gás metano, sem nem entrar no mérito do mau cheiro. Por favor, recicle o óleo usado!

E tem como? Sim, e a sua parte é a mais fácil de todo o processo!

O óleo de cozinha usado pode virar muitas coisas: sabão, resina para tintas, detergente, glicerina. ração para animais e biodiesel. Você só precisa armazenar de maneira adequada e depois levar até um ponto de coleta.

Olha como é simples reciclar!

Alguns condomínios tem a preocupação e disponibilizam para os moradores um ponto de coleta e depois vendem esse óleo de cozinha usado para empresas que reciclam este “material”.  Como por exemplo esta daqui, aRe-cicle, que disponibiliza um recipiente e depois faz a coleta, fora o fato de que até pagam a vista! Pode ser uma boa ideia para vender para o seu condomínio ou até para algum ponto comercial no seu bairro, enfim, utilizem a criatividade. 😉

Se este não for o caso, a Soya criou uma campanha bem legal em parceria com o Instituto Triângulo, Junte Óleo, que você pode levar o seu óleo de cozinha usado e trocar por sabão biodegradável, existem muitos pontos de coleta  você pode buscar o mais perto da sua casa aqui no hotsite da campanha!

As que estavam faltando

Não sei explicar o motivo, mas na minha casa não eram todas as lâmpadas que eram econômicas. Enfim, esta semana com a minha visita ao supermercado resolvi esta pendência (antes tarde do que nunca).

Fato é que as lâmpadas econômicas tem a vida útil equivalente a oito lâmpadas das “normais” e tem a capacidade de economizar até 80% de energia, com a mesma base de comparação, sendo bem mais eficiente. Falando não apenas de economia de energia, mas também do peso no bolso,a  ABilumi( Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação) chegou ao número que cada lâmpada fluorescente compacta de 15W  (1 incandescente de 60W) economiza em dinheiro, que seria em torno de R$2 por mês na conta de luz. Ou seja, hoje quem tem dez lâmpadas em casa já economiza R$20 na conta de luz. Claro que isto pode ter alguma variação (quase nada), mas o que vale é a troca. Abandonem suas lâmpadas atrasadas já!

As lâmpadas econômicas que faltavam!

E com relação a cor, não precisa ser só aquela “branca de hospital”, existem versões Brancas Mornas, que deixam o ambiente um pouco mais quente! Ah e procurem saber sobre o descarte das lâmpadas, já que requer um descarte apropriado já que o mercúrio contido nas lâmpadas ecônomicas podem contaminar o meio ambiente. Para mais informações sobre pontos de coletas

Um aplicativo a favor da economia de energia

Uma novidade que instalei no meu computador com o intuito de economizar energia foi o aplicativo Greencam. Estou usando a um pouco mais de uma semana e realmente é muito útil, fora que ele comprova a sua eficiência mostrando quantos KW e R$ você economizou enquanto o aplicativo funcionou.

É muito simples, olha só, você instala o aplicativo no seu computador (de graça aqui) e toda vez que a webcam notar que não tem ninguém na frente do computador (vira uma espécia de sensor) ele desliga a tela para você e economiza energia.

Achei genial, o único porém é que não pode desviar um momento que ele já desliga e precisa lembrar-lo de que ainda estava por ali, outra coisa é se você costuma usar com o computador com a luz apagada (muitas vezes escrevo antes de dormir), logo a webcam não consegue te ver e então é melhor desligar ou pode perder a paciência com a tela desligando o tempo todo.

Mas ainda assim vale a pena.

Para entender um pouco mais como funciona, veja o vídeo de apresentação:

Por sinal, estou testando vários aplicativos que dizem colaborar com a sustentabilidade então vou postando por aqui o “resultado” de cada. 😉

“Você não está no trânsito. Você é o trânsito.”

Hoje é sexta-feira véspera de feriado em São Paulo. Isso diz muita coisa, ainda mais para quem não vê a hora de sair do escritório e pegar a estrada, seja para o interior ou para o litoral, e o temor é o mesmo: o trânsito em São Paulo.  Achei esse vídeo que pode inspirar muita gente, a partir de uma frase muito simples, “Você não está no trânsito. Você é o trânsito.”, ele incentiva as pessoas a “não serem o trânsito”.

O trabalho da dupla mineira foi um dos premiados em um concurso de sustentabilidade da Siemens, filmado em Belo Horizonte, eles comprovam que meios alternativos podem ser mais rápidos que os carros nas grandes cidades, além de outros benefícios como diminuição de emissão de CO2, a prática de exercício e redução do stress e desgaste de ficar no trânsito. Eu particularmente não vejo a hora de poder abandonar o meu carro e seguir o exemplo do vídeo e deixar de ser o trânsito.

Só para ver que o negócio pode ficar pior, uma pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo no ano passado constatou que o número de paulistanos que afirmam usar o carro como principal meio de trasporte cresceu de 15% em 2007 para 23% em 2011, isto sem considerar o indicador do tempo médio de deslocamento no trânsito que passou de 2h42minutos em 2010, para 2h29minutos em 2011. Gente, com esse tempo todo é melhor caminhar/pedalar e queimar umas calorias a mais, não?!?! 😉